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Musa

por Diana V., Quarta-feira, 23.01.13

 

 

Fecho-te na promessa de um beijo, ergues a bandeira branca. Hoje podemos enganar as horas dispersas. Talvez amanhã não seja outro dia e o sonho continue cativo na boca dos amantes. Acho que já estivemos aqui antes, o colchão tem delineado o cheiro dos nossos corpos, e julgo ter ouvido a cama a gritar os nossos nomes. Rasga os lençóis, venda-me os olhos, os meus pés que tão bem conhecem este chão chegarão até ti, encontrarei o teu corpo na ponta dos meus dedos, e com eles, desenhar-te-ei de olhos fechados, tela vívida, matéria indivisível de mim.

 

 

 

Diana Vinagre

 

Projecto "Na ponta dos dedos" de Jaime Lopez

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por Diana V. às 22:55

"As Horas"

por Diana V., Segunda-feira, 22.10.12

Da dança dos teus ombros nus com os lençóis amarfanhados nasceu o meu nome, não aquele que sai de todas as bocas de todas as gentes e me morde, cruel, como um dente afiado a rasgar-me a existência, um outro nome, um nome que só nós conhecemos, que só as tuas costas cúmplices da minha cama desfeita sabem dizer, o meu nome, nosso, tão meu que só podia ter sido inventado por ti. Beijo cada letra pronunciada pela tua pele, doce transpirar da tua alma, sempre preferi as palavras que não se dizem, que construídas entre um sorriso e o silêncio são de uma existência superior, respiram-se, são palavras pintadas, sabem à cor do vinho rubro e ao sol amarelo entornado sobre as tuas costas, misturei-as com os dedos e pintei de laranja as horas vazias de um relógio por acertar.

O sol nasceu pela primeira vez esta manhã e no entanto sinto-te aqui há mais de uma vida, penso que amanhã não é outro dia, porque não existirão outros, todos os dias serão a continuação do dia em que chegaste, por detalhe do destino ou por eu te ter sonhado em voz alta, para dares vida aos ponteiros parados que enchiam as horas mortas. Um gesto e a vida a girar. Há pessoas que criam e outras que põem as coisas a funcionar, somos nós, acerta o relógio para que eu possa matizar todos os nossos dias num copo cheio, depois abraça-me de olhos fechados para me veres melhor, porque confiança é isto a partilha dos corpos, sereno porto de abrigo e a alma pintada de laranja vida, onde sobre lençóis amarrotados os teus ombros gritam o meu nome até à exaustão.

 

Diana V.

2012

 

Para o Bro. e para a Musa

A negrito as palavras dadas pela musa e que deram origem ao texto!

 

P.S. São vocês que me fazem acreditar que Deus existe e vive num telhado em Paris. Obrigada por fazerem parte da minha vida!

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por Diana V. às 09:30


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