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A Literatura e o Mal - Georges Bataille

por Diana V., Segunda-feira, 05.05.14

Um elogio à desordem e à transgressão, que não é apenas estar à margem do que é útil, é ser a margem entre o sentido comum e as ambivalências sensoriais que encontram um espaço obscuro e privilegiado na literatura, esse ponto de ruptura que a torna inútil e livre do tempo comum onde a vida se esgota na construção da possibilidade, e que a remete para uma outra dimensão temporal, numa viagem extraordinária e infantil que não tem qualquer destino.

Como nos diz Godard «Cultura é a regra, arte é a excepção»[1]. A excepção é esta singular pluralidade de existência maldita e soberana que desloca, reinventa e liberta das pesadas estruturas sociais e dos inerentes condicionalismos da condição humana. Só o diabo pode ser livre do movimento castrador da mão de deus.

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por Diana V. às 00:15

"Janelas de Ilusão"

por Diana V., Quarta-feira, 24.10.12

A janela aberta sustenta a tarde pálida, vejo nuvens sépia esboçadas no cinzento azulado, anunciam a chuva, é sempre assim, trágico, como a tristeza prediz a lágrima que há-de cair, a janela escurece, há uma espécie de vidência na inexistência da cor. Falta-lhe. Vai chover. A janela aberta sustenta o mundo inteiro, sei, mas não vejo, e está tudo nisso.

Nicoletta Ceccoli

Imagem de Nicoletta Ceccoli

 

Existem janelas abertas na Literatura, janelas com paisagens que adentram, janelas com cortinas densas que despertam a curiosidade, para lá de uma janela existe o que vemos, o que se apresenta directo ao olhar, e o que não vemos e nos impele a procurar o que não é imediato, que nos impele à queda, à travessia do vazio para o abismo, como uma necessidade incontornável de encontrar resposta. Ver através, como um espelho, como uma janela, ver através do que nos atravessa, que nos move, que nos impulsiona e que nos faz não só questionar a realidade, como recortá-la e abrir janelas para lá do quotidiano, para lá do que conseguimos ver. O que nos leva a recortar a realidade? A criar “janelas” para o abstracto? Fugimos do que nos persegue ou perseguimos o que nos foge?

 

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por Diana V. às 09:30


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