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¿Qué hora es?

por Diana V., Sexta-feira, 15.03.13
Imagem retirada da internet
(Imagem retirada da internet)


¿Qué hora es?
Caminé hasta  la iglesia y regresé sin Dios, el divino desencuentra siempre a quien camina sin tener donde llegar. ¿He llegado tarde? ¿He llegado temprano? Miro mi muñeca sin marcas y sin respuestas y me pregunto: - ¿Cuánto tiempo he estado aquí? La vida se mueve circular y yo con ella, rápida, alrededor de algo que empieza y termina en el mismo lugar. ¿Qué hora es?
Las agujas contrarrestan la agitación de los días, me quedo esperando tranquila todo lo que ha de venir, el reloj se detuvo en la puerta de otra vida. No hay más tiempo para contar cuántas horas hay entre un  día y otro, y después otro y  otro más. ¿Hay Dios?
La puerta. Cualquier cosa por venir. Las agujas esperando.
Dios estaba entre tu mano y mi reloj, la vida llegó girando y el sol nació por primera vez en mi ventana, vertió  su amarillo sobre el vino. Naranja vida que cojo con mis dedos y dibujo un círculo perfecto en la cama donde nos acostamos,  el divino se encuentra siempre en el camino de los que saben adónde ir.

Que horas são?
Fui à igreja e voltei sem Deus, o divino desencontra-se sempre de quem anda sem ter para onde voltar. Será que cheguei tarde? Será que cheguei cedo? Olho o pulso sem marcas e sem respostas, pergunto-me: - Há quanto tempo estou aqui? A vida move-se circular, e eu com ela, veloz, à volta de qualquer coisa que começa e termina sempre no mesmo sítio. Que horas são?
Os ponteiros contrariam a agitação dos dias, esperam pacientemente qualquer coisa que está para chegar, o relógio deteve-se na porta de outra vida. Não há tempo para contar quantas horas vão de um dia ao outro, e depois a outro e a outro. Será que Deus existe?
A porta. Qualquer coisa por chegar. Os ponteiros à espera.
Deus estava entre a tua mão e o meu relógio, a vida voltou a girar, e o sol que nasceu pela primeira vez na minha janela, derramou o amarelo por cima do vinho entornado. Laranja vida. Apanho-o com os dedos e desenho um círculo perfeito na cama onde nos vamos deitar, o divino encontra-se sempre nos passos destemidos de quem sabe para onde voltar.
Diana V.
2013

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por Diana V. às 16:41

6 comentários

De Ametista a 16.03.2013 às 21:31

Bem, não sei que adjectivo aplicar.. Fabuloso, fantástico, sublime..? Todos eles, enfim. Tens esse dom de frasear invulgarmente e na perfeição e depois sai um texto assim.. Brutal!
Vinagrinha, um abraço do Ribatejo

De Diana V. a 21.03.2013 às 16:17

Os teus comentários são sempre alimento para a minha alma...

Lisboa abraça o Ribatejo

De DyDa/Flordeliz a 21.03.2013 às 01:35

Como a imagem, uma explosão, dentro e fora do tempo.
Adorei Diana.

De Diana V. a 21.03.2013 às 16:20

Adorei a definição querida Flor, agrada-me essa ideia de algo que nasce do caos, muito poético, eu não diria tão bem...

Beijos enormes

De ónix a 02.04.2013 às 00:13

Simplesmente fantástico. Só tu consegues escrever assim! Não sei que dizer mais.
Bjinhos, Di

De Diana V. a 03.04.2013 às 01:48

Não precisas de dizer mais. Já te disse, consegues guardar o mundo numa folha de papel.

Abraço enorme

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