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Trick or Treat?

por Diana V., Quarta-feira, 31.10.12

Happy Halloween!


(Os 13 Magníficos)


Cá por casa foi assim!!!


 

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por Diana V. às 23:59

"Um dia o ardina apaixonou-se"

por Diana V., Segunda-feira, 29.10.12

Palavras voavam de ouvido em ouvido

Palavras pousadas olhos dentro

Palavras eco na voz do desconhecido

Apregoadas entre uma esquina e outra

Onde o quotidiano se cruza com a utopia

E a vida já não é a rua que eu conhecia,

E há do outro lado da calçada,

Uma mulher que passa calada,

Não leva palavras, só a estrada

E a inquietude do silêncio

Como palavra virgem ancorada

À margem dos meus pés descalços

Olha-me com promessas, olhos mansos

(sem palavras)

Como um grito que se ouve ao longe

E vai entrando sorrateiramente

Pelas janelas que me esqueci de fechar

Nunca é nosso, até o sentirmos a uivar

Como um lobo faminto sobre a pele

Transpira-se o tremor

No rescaldo de um olhar que se promete

Ao corpo que não se dá

(É sempre fatal)

A despedida no primeiro olhar

A prometer a eternidade

No futuro que apregoa: - Saudade!

 

Diana Vinagre

2012

"Na ponta dos dedos" de Jaime Lopez

 

 

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por Diana V. às 09:37

"O Cantinho da Bibocas"

por Diana V., Sexta-feira, 26.10.12

 

A minha amiga Carla é uma espécie de super-mulher, que para além de muitas outras coisas é também artesã. Recomendo que visitem os Blogs que têm fotos das delicías que faz, pode ser que tal como eu se apaixonem por estes mimos.

 

 

 

 Bibocas-Artes 

 

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por Diana V. às 14:15

"Coisas minhas"

por Diana V., Sexta-feira, 26.10.12

Somos meu amor, o nosso silêncio! Não, não é a carência de palavras, é o respirar contínuo dos nossos lábios quando as nossas línguas se abraçam, sou eu de olhos fechados a desenhar os contornos do teu rosto com a ponta dos dedos e és tu a acalentar-me o corpo com o olhar. O nosso silêncio é, sempre foi, mais. Mais do que sabemos dizer. E é deste silêncio, tão nosso, que nos fizemos AMOR.

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por Diana V. às 09:30

"Ego"

por Diana V., Quinta-feira, 25.10.12

Eu (SOU) a que não suporta a banalidade, a cousa do costume, a habitualidade fria dos bons dias engolidos pelas auroras mortas nos olhos entupidos, o cheiro a peixe frito, os gritos das crianças, as visitas dos parentes ao domingo, os lençóis lavados a cada semana, a televisão ligada, o comando na mão e a vida por acontecer.

Eu (SOU) a que não gosta de ir à missa, por temer voltar sem Deus, a que prefere as tragédias à hóstia (com os poetas Ele foi misericordioso, deu-lhes cores diferentes para pintarem os dias)

Eu (SOU) aquela que não suporta a raiva contida em palavras afiadas, numa quase dor intermitente que dói como um dente, a que prefere a raiva explícita, a ponta da faca, o sangue a fervilhar, o cheiro sem peixe, o grito sem infância, a criança sem gritos, os parentes que moram longe, os domingos que me visitam, os lençóis manchados de corpos, a televisão muda, o comando sem pilhas e a vida acontecer nos olhos que se rasgam em cada aurora que se engolem bons dias a quente e a cousa do costume é sempre diferente!

 

 

Diana V.

2012

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por Diana V. às 09:30

"Janelas de Ilusão"

por Diana V., Quarta-feira, 24.10.12

A janela aberta sustenta a tarde pálida, vejo nuvens sépia esboçadas no cinzento azulado, anunciam a chuva, é sempre assim, trágico, como a tristeza prediz a lágrima que há-de cair, a janela escurece, há uma espécie de vidência na inexistência da cor. Falta-lhe. Vai chover. A janela aberta sustenta o mundo inteiro, sei, mas não vejo, e está tudo nisso.

Nicoletta Ceccoli

Imagem de Nicoletta Ceccoli

 

Existem janelas abertas na Literatura, janelas com paisagens que adentram, janelas com cortinas densas que despertam a curiosidade, para lá de uma janela existe o que vemos, o que se apresenta directo ao olhar, e o que não vemos e nos impele a procurar o que não é imediato, que nos impele à queda, à travessia do vazio para o abismo, como uma necessidade incontornável de encontrar resposta. Ver através, como um espelho, como uma janela, ver através do que nos atravessa, que nos move, que nos impulsiona e que nos faz não só questionar a realidade, como recortá-la e abrir janelas para lá do quotidiano, para lá do que conseguimos ver. O que nos leva a recortar a realidade? A criar “janelas” para o abstracto? Fugimos do que nos persegue ou perseguimos o que nos foge?

 

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por Diana V. às 09:30

"A um dos meus..."

por Diana V., Terça-feira, 23.10.12

Há pessoas que amamos só porque sim. Gostamos delas porque gostar nos parece ser a escolha óbvia, sem razões pautadas, causas maiores ou fundamentos traçados, gostamos por intuição, porque o coração nos diz que é por ali, porque a simples existência daquele ser nos impele a amá-lo, mergulhamos no espelho e continuamos no outro, medos à parte, critérios guardados. Somos na continuidade, a pele é só uma e cheiramos à mesma coisa. Há um desejo desapegado no gostar só porque sim, não se espera nada, fica-se, porque ficar ali é bom, porque chegar ali é como chegar a casa e descalçar os sapatos que nos arreliaram os pés durante horas.

 

 

P.S. Hoje vesti-me de vermelho, algo me disse que ia necessitar de coragem adicional.Liguei-lhe porque com ela é mais fácil guardar o medo, não evites preocupar-nos, é mais fácil quando dividido e é para isso que existem os amigos. Volta depressa!

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por Diana V. às 15:48

M.Benedetti "No te Salves"

por Diana V., Terça-feira, 23.10.12

Filme: "El lado oscuro del corazón"

Poema de Mario Benedetti

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por Diana V. às 09:30

"As Horas"

por Diana V., Segunda-feira, 22.10.12

Da dança dos teus ombros nus com os lençóis amarfanhados nasceu o meu nome, não aquele que sai de todas as bocas de todas as gentes e me morde, cruel, como um dente afiado a rasgar-me a existência, um outro nome, um nome que só nós conhecemos, que só as tuas costas cúmplices da minha cama desfeita sabem dizer, o meu nome, nosso, tão meu que só podia ter sido inventado por ti. Beijo cada letra pronunciada pela tua pele, doce transpirar da tua alma, sempre preferi as palavras que não se dizem, que construídas entre um sorriso e o silêncio são de uma existência superior, respiram-se, são palavras pintadas, sabem à cor do vinho rubro e ao sol amarelo entornado sobre as tuas costas, misturei-as com os dedos e pintei de laranja as horas vazias de um relógio por acertar.

O sol nasceu pela primeira vez esta manhã e no entanto sinto-te aqui há mais de uma vida, penso que amanhã não é outro dia, porque não existirão outros, todos os dias serão a continuação do dia em que chegaste, por detalhe do destino ou por eu te ter sonhado em voz alta, para dares vida aos ponteiros parados que enchiam as horas mortas. Um gesto e a vida a girar. Há pessoas que criam e outras que põem as coisas a funcionar, somos nós, acerta o relógio para que eu possa matizar todos os nossos dias num copo cheio, depois abraça-me de olhos fechados para me veres melhor, porque confiança é isto a partilha dos corpos, sereno porto de abrigo e a alma pintada de laranja vida, onde sobre lençóis amarrotados os teus ombros gritam o meu nome até à exaustão.

 

Diana V.

2012

 

Para o Bro. e para a Musa

A negrito as palavras dadas pela musa e que deram origem ao texto!

 

P.S. São vocês que me fazem acreditar que Deus existe e vive num telhado em Paris. Obrigada por fazerem parte da minha vida!

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por Diana V. às 09:30

"Paixão"

por Diana V., Domingo, 21.10.12

 

 

Se eu pudesse, confessava …

As madrugadas nascidas nos teus dedos

Essas náufragas noites onde iluminavas

O caminho sombrio dos meus segredos

 

E descíamos juntos a estrada

Além tempo, até ao mar

E erguíamos as palavras ancoradas

Que eu tinha deixado lá ficar…

 

Se eu pudesse, confessava…

As secretas palavras que nos fizeram cativos

Reféns do desejo que desaguava…

Além porto dos nossos sentidos

 

E beijávamos a espuma das ondas

Bocas salgadas mordiam os céus

Lábios de sal e maresia ondulavam

 E tudo aquilo era Deus...

 

Se eu pudesse, confessava…

Ajoelhada diante da cruz no altar

Que as marés onde eu ressuscitava

Eram as mesmas que haviam de me matar

Texto de Diana Vinagre

2012

Desenho de Jaime Lopez

Projecto "Na ponta dos dedos" de Jaime Lopez

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por Diana V. às 20:39


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